Nesta sexta-feira (6), o jornal Valor Econômico publicou uma matéria com o título “A classe C vai à Disney e ao Walmart”, mostrando que o cenário de viagens internacionais mudou bastante para os brasileiros na última década, se tornando mais acessível àqueles de menor poder aquisitivo.
“Está longe o tempo em que somente os brasileiros da classe ‘A’ iam à Disney”, disse o colunista Alberto Carlos Almeida. Ele conta que há cinco anos foi para Orlando pela primeira vez e, agora, em 2015, repetiu a dose e percebeu como o cenário mudou por lá.
“É possível que os brasileiros sejam em torno da metade dos frequentadores dos parques da Disney durante o inverno americano”, supõe Alberto, que aproveitou o verão brasileiro para visitar a terra do Mickey Mouse.
Segundo o jornalista, em uma das atrações interativas do Hollywood Studios, o apresentador pediu para os brasileiros presentes na arquibancada levantassem as mãos, então, ele percebeu que praticamente metade das pessoas que estavam ali eram conterrâneos.
Ele também conta que, em muitas atrações, além do inglês e o espanhol, o português está aparecendo para explicar as indicações de segurança, transmitir mensagens, etc. “A nossa língua é uma das mais ouvidas em todos os parques, nos shoppings, outlets, nas lojas do Walmart e Walgreens, nos restaurantes e hamburguerias (que não são poucas)”, aponta.
Por exemplo: “Nas lojas de eletrônicos da Best Buy, o som-ambiente é música brasileira. Em uma dessas lojas, há um grande cartaz, na saída, em que se lê: Obrigado por comprar na Best Buy do Florida Mall. Boas férias”, conta.
Essa presença forte de brasileiros na Flórida se explica por diversos motivos, entre eles o barateamento das viagens internacionais e a ascensão da classe C nos últimos anos. Para se ter uma ideia, em 2003 foram emitidos 713 mil passaportes. Dez anos depois, esse número já é maior que 2,1 milhões. Definitivamente, o brasileiro está viajando mais para fora do país.
“Antes, ir à Disney era uma viagem quase exclusiva das pessoas do topo da pirâmide social. Todos falavam inglês e a grande maioria fazia suas compras somente em shoppings e outlets (…) Hoje, muitos não falam uma palavra sequer de inglês, a grande maioria faz suas compras no Walmart”, explica.
Realmente o perfil de quem viaja para Orlando mudou, o Brasil está mais democrático e as viagens internacionais mais acessíveis a todos. Para Ricardo Molina, CEO da Casa na Disney, esse é um cenário bastante favorável para o alguel de casas em Orlando, afinal, quanto mais pessoas viajam, mais casas ficam disponíveis para alugar.
“Torcemos para que cada vez mais brasileiros tenham a possibilidade de conhecer as magias de Orlando. O que a Casa na Disney puder fazer para realizar esses sonhos, faremos. Pensar que hoje em dia por menos de 25 dólares por dia/pessoa, você pode passar as férias em uma casa de alto padrão com a família, é demais!”, completa o empresário.
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